Compromisso e mobilização em Ano Missionário é a grande novidade da Assembleia plenária que discutiu também a formação, a juventude e a ação social

O bispo de Angra apelou a uma “mobilização da Diocese”, nos seus Movimentos, Serviços, Comunidades e Pastores, no sentido de “criar condições para que as pessoas se animem, para se formarem em ordem a um compromisso cristão na Igreja e no mundo”, destaca o comunicado final da 13ª Assembleia Plenária do Conselho Pastoral que terminou este domingo em Ponta Delgada.

O Santo Padre declarou o mês de outubro de 2019 como “Mês Missionário Extraordinário” e a Conferência Episcopal Portuguesa propôs um Ano Missionário, a partir de outubro de 2018, sob o lema “Todos, tudo e sempre em Missão” durante o qual todos os cristãos são convidados a fazer a experiência de missão . Com base nesse apelo, D. João Lavrador pediu compromisso a todas as comunidades da igreja açoriana.

Durante dois dias leigos, sacerdotes e religiosos discutiram linhas da ação pastoral da igreja a partir de três temas: a pastoral social, a juventude e a formação.

A este propósito o comunicado final do Conselho dá conta de que o caminho da formação deve partir da realidade concreta “humana e real” de cada uma das ouvidorias.

“A resposta às necessidades específicas de cada Ouvidoria/Paróquia, pela Vigararia da Formação, deve passar pela preparação de um Plano Formativo com um itinerário abrangente, fruto da junção de esforços, a transmitir com o apoio das novas tecnologias de informação e comunicação, a partir das realidades humanas e das reais necessidades das Ouvidorias em matéria de formação” sublinha o comunicado final deste conselho.

Entre as linhas propostas para a Pastoral da Juventude estão a “proximidade, a atenção, a escuta, a interação, o conhecimento nos contextos reais, deixar-se provocar pelas questões/dilemas/dificuldades dos jovens”, refere o comunicado sublinhando que o caminho, também aqui passa pela formação.

“Nos passos a dar, propõe-se: formação de animadores; criação de grupos de Jovens, na medida das possibilidades; valorização da catequese da adolescência tendo em vista a Pastoral Juvenil; aposta na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, na Pastoral Universitária, no voluntariado jovem e nas novas tecnologias, como instrumentos de aproximação e evangelização”, refere o Comunicado.

No que respeita à pastoral social e depois de apresentadas as iniciativas já desenvolvidas e as que estão ponderadas, os conselheiros deixaram a nota de que “a transversalidade da Pastoral Social deve refletir-se em toda a ação pastoral da Igreja, privilegiando a assistência, o acompanhamento das situações e das pessoas, a promoção humana e a autonomização”.

Os trabalhos da 13ª Assembleia Plenária do Conselho Pastoral Diocesano iniciaram-se com a intervenção do Bispo Diocesano, que realçou que a “vida Pastoral da Igreja tem de ser feita e vivida por todos”.

“Há uma reflexão importante dos leigos que tem que ser ouvida e atendida, dado que estamos numa Igreja Ministerial em que todos contamos. Lembrou, ainda, que o Conselho Pastoral Diocesano é um órgão de expressão, da comunhão da Igreja, que é ativa e missionária, porque é motivada pelo Espírito e por isso, deve estar pronta para atuar através de cada um dos nossos ambientes” refere o comunicado.