Iniciativa da Biblioteca Pública e Arquivo regional Luís Silva Ribeiro e Seminário Episcopal de Angra assinala o centenário da obra ilhas desconhecidas de Raúl Brandão

de Raúl Brandão
A Biblioteca Pública e Arquivo Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, promove amanhã, dia 28, pelas 20h00, mais uma sessão da iniciativa “Diálogos contra a Maré”. O encontro terá lugar no auditório da biblioteca e será dedicado ao tema “À escuta da grande mudez”, assinalando os cem anos da publicação da obra Ilhas Desconhecidas, de Raul Brandão.
Esta sessão propõe uma reflexão aprofundada sobre o silêncio, a contemplação e a dimensão existencial presentes na obra do escritor português, com particular enfoque na sua relação com os Açores. Ilhas Desconhecidas estará, assim, no centro do debate, enquanto testemunho literário e humano de um território marcado pela introspeção e pela força da natureza.
O painel de intervenientes reúne nomes de reconhecido mérito em diferentes áreas do saber e da cultura. Participam o Doutor Jorge Cunha, Teólogo Moralista, docente na Universidade católica do Porto; a Doutora Maria João Reynaud — considerada a maior especialista em Raul Brandão —, o padre José Júlio Rocha, Teólogo Moralista com doutoramento em Raúl Brandão e Carlos Correia, técnico superior da Biblioteca, que contribuirão com diferentes perspetivas para a discussão proposta.
A iniciativa insere-se no ciclo “Diálogos contra a Maré”, que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro, pensamento crítico e partilha cultural na ilha Terceira, promovendo o diálogo em torno de temas relevantes da literatura, da filosofia e da identidade açoriana.
A entrada é livre, convidando-se toda a comunidade a participar nesta sessão que celebra a literatura e o pensamento, evocando uma obra incontornável da cultura portuguesa cem anos após a sua publicação.