Iniciativa “Acende uma luz contra o tráfico” assinala primeiro ano  da jornada internacional de oração e reflexão sobre o tráfico de seres humanos

A primeira jornada internacional de oração e reflexão sobre o tráfico de pessoas realiza-se este domingo e a Obra Católica Portuguesa de Migrações pede aos aderentes para acenderem uma vela e rezarem uma oração.

A iniciativa celebra-se pelo primeiro ano e numa nota enviada a todo o clero da diocese, o Vigário Geral, Cónego Hélder Fonseca Mendes, salienta que “esta jornada de oração e reflexão poderá realizar-se a nível pessoal e/ou comunitário”, sendo “desejável que envolva o maior número de pessoas por este mundo todo”, diz a nota a que o Sítio Igreja Açore teve acesso.

Na carta, o responsável dicoesano lembra que a oração deve colocar na sua intenção “não só as vítimas, mas também os traficantes e todos aqueles que não conseguem nem ver, nem tratar o seu semelhante como um irmão”.

Sublunha, ainda, um desafio às instituições de estão a trabalhar no terreno no sentido de iniciarem já o processo de “resgate das vitimas”.

“Procuremos responder à questão como trato eu o meu próximo, a minha família, os meus colaboradores? E o que o resultado desta reflexão nos conduza à promoção de boas práticas”, propõe o vigário geral.

Este é o primeiro ano em que o Vaticano propõe a celebração do Dia Internacional da Oração e Reflexão contra o tráfico de pessoas, sob o lema “Acende uma luz contra o tráfico”.

O Dia assinala-se na festa liturgica de Santa Josefina Bahkita, uma antiga escrava sudanesa que abraçou a vida consagrada após ter sido libertada. O Papa João Paulo II canonizou-a em 2000.

Em Ponta Delgada, as Irmãs de São José de Cluny organizaram uma vigilia de oração, a partir das 15h30, na capela do Colégio de São Francisco Xavier. Uma iniciativa que, para além de se associar ao evento proposto pelo Papa Francisco é , também, uma homenagem à sua fundadora- Ana Maria Javouhé- que trabalhou contra a escravatura, como se pode ler no sitio da nternet da instituição.

Recordo que o Papa Francisco na sua mensagem deste ano para o Dia Mundial da Paz (1 de janeiro) escolheu, justamente, como tema  ‘Não mais escravos, mas irmãos’.