Pe. José Paulo Machado defendeu hoje a tese sobre a Imprensa Católica nos Açores: do inicio do Século XX ao Concilio plenário português

A diocese de Angra tem a partir de hoje um sacerdote doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. O Pe. José Paulo Machado, natural de São Miguel e a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa desde 2010, defendeu hoje a tese a Imprensa Católica nos Açores: do inicio do Século XX ao Concilio plenário português.

O sacerdote, padre desde 1995 e que que até 2010 exerceu o seu ministério em várias paróquias da diocese de Angra, tendo sido simultaneamente professor de Educação Moral Religiosa e Católica, frequentou primeiro o Mestrado em Ciências da Comunicação, Especialidade de Media e Jornalismo, que completou em 2013. Ao mesmo tempo colaborou na Paróquia do Estoril, onde permaneceu até 2015, nos últimos anos já como Vigário Paroquial.
Em de Setembro de 2015 toma posse em Alcabideche como Pároco e já este ano completou o doutoramento em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

A tese defendida esta tarde perante um júri presidido pelo Diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica e futuro responsável pela Biblioteca e Arquivos do Vaticano, D. José Tolentino Mendonça, aborda a história da imprensa açoriana de inspiração cristã e propriedade da igreja que no inicio do século XX era a maior proprietária de títulos no arquipélago.

A significativa expressão periodista patrocinada pela Diocese de Angra do Heroísmo constituiu um incomparável tempo de efervescência jornalística no arquipélago” refere um resumo da tese a que o Sitio Igreja Açores teve acesso, sublinhando “um tempo invulgar de participação da Igreja no espaço público, caracterizado por um apaixonado empenho no que diz respeito à causa pastoral da Boa Imprensa”.

O sacerdote percorre o período entre o inicio do século e o ano de 1926, período durante o qual se aplicaram em Portugal as determinações do Código de Direito Canónico de 1917, gerando uma época de aperfeiçoamento mediático pelas muitas experiências de participação eclesial através dos jornais.

“O entusiasmo verificado à volta da criação periodista foi de aprendizagem eclesial, geradora de especialização no labor exercido na imprensa católica açoriana, influenciando, decisivamente, o trabalho vindouro. A criação de um órgão oficial na Diocese de Angra – A União – foi a prova que houve um caminho de purificação na forma como a imprensa católica açoriana se reconverteu no espaço público de então, passando de muitos jornais para órgãos especializados” refere ainda o sacerdote.

O Pe. José Paulo Machado deverá regressar este ano à diocese de Angra onde está incardinado.