Por Renato Moura

Semana Maior com a comemoração anual do dia em que Cristo conferiu aos Apóstolos o Seu sacerdócio e por via deles a todos presbíteros. Habitualmente na 5.ª Feira Santa cada Bispo reúne-se com o seu presbitério, exorta-os à fidelidade no ministério e a renovarem, publicamente, as promessas de viverem unidos a Cristo, configurados com Ele e fiéis dispensadores dos mistérios de Deus, nomeadamente na celebração eucarística.

Embora sendo homens, Jesus deu-lhes, através do pão e do cálice, um mandato. Quando celebram a Eucaristia fazem-no em memória de Jesus, repetem o que Ele fez e pediu na véspera da Paixão. Pregam Cristo, alimentam pela palavra, procuram conduzir-nos para Deus, mas a sua missão não se fica por aí, pois que nos têm de fortalecer pelos sacramentos. E ensinam-nos que a Eucaristia é a fonte de todos os sacramentos.

Os sacerdotes vivem a 5.ª Feira Santa imbuídos de uma enorme alegria, sentindo que a instituição da Eucaristia os dotou de um ministério que lhes permite, em nome de Deus, prosseguir o caminho da salvação que o Senhor desde sempre quer oferecer a todos.

A propósito da Eucaristia, S. Paulo revelou-nos que nos transmitiu o que recebeu do Senhor e sabe-se que a Ceia do Senhor se celebrou desde os primórdios do cristianismo.

Aprendemos que a Eucaristia é um banquete sagrado do amor de Deus. Jesus partilhou-o com todos os Apóstolos presentes. Hoje na Eucaristia, na consagração do pão e do vinho, como corpo e sangue de Cristo, repetem-se as palavras de Jesus. Noutro momento solene da Eucaristia o celebrante proclama: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Alguns sacerdotes, certamente num gesto de maior abrangência, dizem: Felizes – todos nós – os convidados para a Ceia do Senhor. Infelizmente ainda não é assim. Alguns dos presentes podem partilhar da palavra, mas ainda não podem comungar do Pão. Numa linguagem terrena dir-se-ia que são convidados para a refeição, mas não podem comer!

Tal como na parábola do Evangelho, há tantos convidados de direito que faltam ao Banquete; não será que o Senhor – que anunciou não vir ao mundo para chamar os justos, mas os pecadores – desejaria que se fosse à rua convidar maus e bons?

Os bispos católicos de todo o mundo pediram ontem que rezassem por eles, para que sejam fiéis no ministério apostólico e sejam imagem cada vez mais viva e perfeita de Cristo. Deus ouvirá as súplicas, abrirá os seus ouvidos à voz paternal e bondosa do seu e nosso Papa e o Espírito Santo os iluminará de modo a seguirem o exemplo do Senhor.