O Vaticano vai promover entre esta quarta-feira e sábado um fórum internacional para debater a aplicação da ‘Amoris Laetitia’, cinco anos após a publicação da exortação do Papa sobre a família.

A iniciativa do Dicastério para os Leigos, Família e Vida (Santa Sé) reúne responsáveis de 70 Conferências Episcopais e mais de 30 associações e movimentos internacionais, indica um comunicado enviado à Agência ECCLESIA pela organização.

Os trabalhos, sob o tema ‘Em que ponto estamos relativamente à Amoris Laetitia? Estratégias de aplicação pastoral da Exortação do Papa Francisco’, inserem-se no ano especial que a Igreja Católica vive, para reflexão sobre a sua ação pastora junto das famílias.

As sessões diárias do fórum promovem a partilha de “experiências das diversas realidades eclesiais” sobre temas como aa preparação para o matrimónio, da formação dos companheiros, a educação dos filhos, a espiritualidade conjugal, a família missionária e dos caminhos pastorais do acompanhamento, discernir e integrar fragilidades.

A Santa Sé vai divulgar, a cada dia, uma síntese dos trabalhos, na página www.amorislaetitia.va, partilhando ainda as conclusões dos participantes.

O Ano ‘Amoris Laetitia’, convocado pelo Papa, decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, em Roma (26.06.2022) e tem como objetivos “difundir a mensagem cristã sobre a família à luz dos desafios do nosso tempo; aprofundar o texto da exortação apostólica e do magistério do Papa Francisco; convidar as Conferências Episcopais, as dioceses e as paróquias, juntamente com os movimentos, associações e famílias, a dedicar-se com vigor à pastoral da família”.

O Papa publicou a 8 de abril de 2016 a sua exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris Laetitia’, uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.

Ao longo de nove capítulos, em mais de 300 pontos, Francisco dedica a sua atenção à situação atual das famílias e os seus numerosos desafios, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”; da cultura do “provisório” à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores.

(Com Ecclesia)