Na eucaristia de ação de graças celebrada esta manhã na Sé, o vigário geral da diocese destacou “testemunha luminosa” do ideal cristão

As irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição participaram esta manhã, na Sé de Angra, numa missa de ação de graças pelo jubileu do nascimento da sua fundadora, Beata Maria Clara do Menino Jesus.

Na ocasião e durante a homilia ma disse a que presidiu, o vigário geral da diocese, Cónego Hélder Fonseca Mendes, destacou a vida e a obra deste religiosa que apelidou de “testemunha luminosa” do ideal Cristão e desafiou os presentes, que enchiam a catedral açoriana, em Angra do Heroísmo, a prosseguirem “sem medo” a sua “notável obra social” junto dos pobres e dos mais frágeis.

Ela “Viu em cada doente e em cada ser humano pobre o mesmo Jesus que acabámos de ler no Evangelho” e entregou o seu coração de mulher franciscana, encheu-se do sofrimento humano que sempre quis minimizar e prosseguiu”, disse o Vigário Geral.

“Sem a sua persistência não teríamos a obra social da Mãe Clara nos Açores” referiu o sacerdote que recordou aspectos biográficos da vida da fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, a única que possui província nos Açores com seis comunidades em cinco das nove ilhas do arquipélago.

“Agradecemos toda a ação e serviço”, precisou.

De acordo com uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores pela Congregação, este ano é um “momento de júbilo e gratidão pela semente de bem depositada no coração da Beata Maria Clara do Menino Jesus, semente que germinou e se expandiu como dom ao mundo inteiro”.

“É também momento de oração, pedindo ao Senhor que no nosso hoje e neste aqui que nos é dado viver, acenda uma aurora de esperança que, brotando do Olhar providencial de Deus, revitalize cada Irmã e cada devoto, a seguir nas pegadas de Jesus ao jeito da Mãe Clara”, acrescenta ainda a nota.

A nota da Congregação recorda ainda que a mensagem e o desafio da sua fundadora mantém-se atual porque “continuamos a ser chamados a fazer o bem onde houver o bem a fazer, com gestos pequenos e audazes, talvez pedras sem visibilidade, mas pedras que intervenham na construção de um futuro possível e diferente”.

“Exultantes pelas maravilhas de Deus, somos interpelados hoje a ser vinho novo em odres novos, para atualizar o lema que orientou a vida da Beata Maria Clara” conclui a nota.

O ano jubilar está a ser vivido com o lema ‘Vigilante na noite sob o olhar providente de Deus’.

Por concessão da Santa Sé, as pessoas que visitarem o túmulo da Beata Maria Clara do Menino Jesus, durante o ano celebrativo, na cripta da sede geral da congregação, em Linda-a-Pastora, no Patriarcado de Lisboa, podem obter Indulgência Plenária.

Presentes nos Açores desde Março de 1929, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição possuem comunidades nas ilhas Terceira, Pico, Faial, São Jorge e São Miguel, num total de 56 religiosas.

A Congregação surgiu em Portugal 58 anos antes de chegar aos Açores pela mão da Madre Maria Clara do Menino Jesus, beatificada em maio de 2011, como uma resposta evangélica às inúmeras carências que assolavam o país, tendo como fim especifico “tornar visível no mundo a Misericórdia de Deus”, através da “Hospitalidade”, encarada como acolhimento dinâmico, servindo os sofredores, “de preferência os pobres” e exercendo para com eles “as obras de misericórdia”, de acordo com o lema “onde houver o bem a fazer que se faça”.

A Congregação exerce a sua missão nos sectores da educação, saúde, assistência a crianças e idosos, promoção social, evangelização direta e missões ad gentes.

Nos Açores, a maior comunidade vive na ilha Terceira, repartida em duas casas: uma que atende as irmãs mais idosas e outra que está a orientar o colégio de Santa Clara, que dispõe de uma creche, jardim de infância e leciona o primeiro e segundo ciclos do ensino básico.

A Congregação possui, ainda, três casas para acolhimento de crianças oriundas de famílias desestruturadas- duas no Pico e uma na Povoação, em São Miguel. Uma das casas no Pico recebe irmãos ( raparigas e rapazes) desde o berço até aos 12 anos e, a outra, recebe apenas rapazes dos doze anos até á idade adulta. A casa da Povoação acolhe, apenas, crianças até aos doze anos. No total, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição apoiam 34 crianças. No concelho micaelense, a Congregação dispõe, ainda, de um Ateliê de Tempos Livres que acolhe 85 crianças e, de uma ludoteca itinerante que presta apoio às escolas do ensino regular do concelho.

Em São Jorge, a missão destas religiosas é, essencialmente, no apoio à terceira idade. O lar que dirigem acolhe 70 idosos, alguns deles já a receber cuidados continuados, bem como apoio domiciliário em toda a ilha, centro de dia e apoio aos sem abrigo.

No Faial o trabalho é ”menos visível” mas “igualmente importante”. A comunidade está inserida na pastoral paroquial ocupando-se primordialmente do serviço religioso, seja na visita aos doentes, na animação da liturgia ou na ajuda ao lar de idosos.

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição é um dos 12 institutos religiosos femininos presentes na Diocese de Angra, a que se juntam mais três masculinos.

 

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