A Igreja Católica em Portugal afirma que “só” se construirá “um mundo de paz e de reconciliação” se o papel central das mães na sociedade for muito mais reconhecido, têm “o antídoto” para a solidão e a violência mundial.
“Cada vez temos mais consciência de que o exemplo e o abraço de uma mãe são o único antídoto para o mundo de hoje de solidão e de violência. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”, lê-se na mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia da Mãe 2026, enviada hoje à Agência Ecclesia.
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida da CEP indica que nos tempos sombrios de guerras atuais, e são as mães que “mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos”, é preciso aprender com as mães que “o heroísmo pode ser mostrado em doação, a força na compaixão e a sabedoria na serenidade”.
Na sua mensagem, a Igreja Católica em Portugal incentiva que, neste Dia da Mãe 2026, as mães sejam cantadas e acarinhadas com “belas palavras e gestos de ternura”, e salienta que “têm de ser muito mais escutadas e muito mais reconhecidas” no seu papel central na sociedade, porque “só assim” se construirá “um mundo de paz e de reconciliação”.
“Ser mãe é ser, acima de tudo, afinadora de corações! Como precisamos, hoje, deste urgente trabalho de afinação dos corações pela paz, pela reconciliação e pela fraternidade.”
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida salienta que ser mãe “é muito mais do que dar à luz”, é amar de forma infinita para além da razão e da compreensão, “é abdicar de tantos sonhos, é ensinar a voar e ficar a assistir, de sorriso rasgado e coração cheio, às conquistas dos filhos”, é correr e socorrer quando caem, “é dar beijos nas feridas, é suavizar todos os hematomas que se vão somando ao logo da vida”.
Com o título ‘Afinadora de Corações’, a mensagem para o Dia da Mãe 2026 começa por afirmar que a melodia da maternidade “é todo um alfabeto musical”, é uma história de amor em “tom maior, de coragem, de responsabilidade e de perseverança”.
Neste tempo de incerteza e de tantas guerras violentas, o organismo da CEP confia as mães a Maria, “que é a mãe de todas as mães”, a “mãe da esperança” que conhece e compreende “melhor do que ninguém, os sofrimentos das mães, ensina, mães e filhos, a viver em paz”.
Os bispos católicos de Portugal recordam e rezam pelas mães que “perderam filhos e estão de luto, mas também pelas mães que lutam pela saúde da sua família”, as mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência, na mensagem publicada no sítio online da Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida.
“Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe. Ser mãe é ser amor e amor que ninguém esquece, mas que sempre se agradece. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães!”
Em Portugal, o Dia da Mãe celebra-se atualmente no primeiro domingo de maio.
(Com Ecclesia)
