D. João Lavrador escreveu nota pastoral “Comunidade Evangelizada em comunhão missionária” para novo ano pastoral que se inicia a 7 de outubro

Na Nota Pastoral ‘Comunidade Evangelizada em comunhão missionária’ para o novo ano pastoral, que começa a 7 de outubro, o bispo de Angra diz que a Igreja em geral e a diocesana em particular deposita muitas “esperanças” na juventude.

D. João Lavrador aponta os jovens como agentes de mudança e pede-lhes que ajudem a “repensar as comunidades cristãs”.

“A Igreja põe grandes esperanças na sua participação na missão evangelizadora junto dos jovens de hoje. Estamos numa época que lança profundos desafios à Igreja mas é igualmente uma hora de muita esperança”, escreve D. João Lavrador.

No documento  que enquadra o novo ano pastoral,  o bispo de Angra afirma que tem de se  “privilegiar a participação dos jovens nas comunidades cristãs”, aproveitando o legado deixado pelo 1.º congresso diocesano de jovens que foi “tão rico na sua experiência e nas suas conclusões” e em sintonia com o Sínodo dos Bispos sobre ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, que tem lugar entre 3 e 24 de outubro, em Roma.

Neste âmbito, a resposta pastoral só poderá “vir de todos os batizados”, cada um segundo a vocação que lhe é própria, “conscientes de que aos leigos pertence, como peculiar, a evangelização do mundo”.

“Realçando a pastoral juvenil estamos a fortalecer também a pastoral familiar, a pastoral vocacional, a pastoral universitária, a pastoral social e a presença da Igreja nas escolas. Todas estas áreas da vida pastoral se interligam e se implicam num exercício pastoral articulado”, desenvolve D. João Lavrador.

‘Comunidade Evangelizada em comunhão missionária’ é o tema da nota pastoral que foi enviada aos sacerdotes da diocese insular no âmbito da abertura do novo ano 2018/2019, no primeiro domingo de outubro.

O bispo de Angra explica que um novo ano pastoral “caracteriza-se por um renovado esforço de fortalecer” as comunidades cristãs na sua vivência cristã através da formação, da celebração litúrgica, pela partilha fraterna, e no caminhar “mais decididamente na participação e corresponsabilidade” pela missão da Igreja, estabelecendo diálogo evangélico com o mundo de hoje.

“Reconhecendo que a verdadeira missão evangelizadora da Igreja exige comunidades cristãs centradas na Eucaristia a formação cristã é fundamental para capacitar cada cristão da habilitação necessária para a corresponsabilidade que lhe toca no exercício da missão eclesial”, desenvolve.

Neste âmbito, D. João Lavrador informa que a diocese deverá “aplicar todo o esforço” na criação e promoção das escolas de formação cristã.

“Bem fundamentados na reflexão do Concilio Vaticano II e documentos posteriores do Magistério e com os olhos postos no mundo de hoje, cuja cultura está em profunda mudança, urge a necessidade de uma formação cristã adequada aos tempos em que vivemos para edificar comunidades paroquiais promotoras de serviços e ministérios, fomentar a participar de todos os cristãos e despertar para a missão que é obrigação de todos os batizados”, disse ainda.

O novo ano pastoral arranca também com novas colocações na igreja açoriana. Dois sacerdotes regressaram depois de alguns anos de ausência e outros mudaram de paróquia. É o caso do sacerdote dos Altares e Raminho, na ilha Terceira, que ocupa desde este fim de semana, as paróquias das Doze Ribeiras e Serreta, desempenhando o lugar de Reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres. O ex reitor, Cónego Manuel Carlos Alves, é também desde este sábado o novo pároco de Santa Cruz da Praia da Vitória. Na vigararia do oriente destaque para a troca entre os padres Vitor Arruda que regressa a São Miguel depois de quase uma década em Santa Maria e o Pe. Miguel Tavares que deixa as três paróquias da Bretanha, na ouvidoria das Capelas, e ficará em Santa Maria, animando as várias comunidades paroquias numa gestão in solidum com o Pe. Rui Silva.