Grupo coordenador vai promover reuniões em cada uma das oito ouvidorias da ilha.

O Movimento de Romeiros de São Miguel (MRSM) vai promover duas reuniões descentralizadas em cada uma das oito ouvidorias da ilha de São Miguel com os responsáveis pelos ranchos e com o clero já a partir deste mês, informa uma nota do Grupo Coordenador a que o Portal da Diocese teve acesso esta quarta feira.

 

O objetivo é melhorar a organização e o funcionamento da estrutura e aprofundar diariamente a vivência do romeiro, quer na vida quotidiana quer no relacionamento com outros movimentos dentro da Igreja.

 

“Acreditamos que estes encontros serão fundamentais para discernirmos todos juntos sobre as necessidades imediatas, a curto e longo prazo do MRSM e consequentemente traçarmos metas de ação pastoral para os próximos anos” esclarece a nota.

 

A agenda é comum a todas as reuniões e procura esclarecer assuntos relacionados com a “formação antes, durante e depois da Romaria Quaresmal” , a presença de Romeiros nos grupos paroquiais e a alteração ao Regulamento do MRSM.

 

“Estamos naturalmente disponíveis para ouvir e acolher as sugestões que forem exequíveis” de forma a que a vida do Movimento “seja mais participada” e por isso, “queremos ouvir sugestões e contributos”, conclui a nota.

 

A equipa coordenadora do MRSM foi nomeada no passado dia 16 de outubro e tem uma provisão de cinco anos, sendo chefiada por João Carlos Leite e conta com a colaboração de Ildeberto Piques Garcia, Nuno Miguel Rodrigues, Humberto Sousa e Paulo Amaral Borges, sendo assistida espiritualmente pelo Pe Nuno Maiato.

 

Numa entrevista ao Portal da Diocese, no dia em que assumiu funções, o coordenador do MRSM, João Carlos Leite, lembrou que os desafios “são muitos” sobretudo atendendo às “circunstâncias em que vivemos com tanta dispersão e angústia”.

 

“Onde existir um rancho de romeiros não deverão existir problemas sociais, sobretudo fome”, disse João Carlos Leite apelando à simplicidade da vida.

 

“Temos de aprender a viver na simplicidade e a oração deve ajudar-nos porque a nossa felicidade não está em ter muitas coisas mas sim na nossa fé”, acrescentou.

 

O Movimento coordena 52 ranchos de romeiros na maior ilha do arquipélago.