Grupos de jovens reuniram-se em Vigília em São Mateus este sábado; hoje Dia Mundial da Juventude estiveram na Igreja da Fonte Bastardo

Pela primeira em 2 anos os jovens católicos da ilha Terceira puderam reunir-se de forma menos condicionada para participar no primeiro Dia Mundial da Juventude celebrado na Solenidade de Cristo Rei.

“Surpreendeu,  as minhas expectativas foram superadas; enganei-me e ainda bem, pois estava receoso. As duas igrejas estavam bastante cheias” referiu o padre Hélder Miranda Alexandre ao Igreja Açores.

“Deu-nos uma grande alegria e entusiasmo; hoje  a Igreja da Fonte Bastardo estremecia com as músicas. De facto, as nossas assembleias com tantos jovens é outra intensidade, vitalidade e alegria” salientou o sacerdote que é também Reitor do Seminário e o responsável pela pastoral vocacional na Diocese.

“Estes dias são muito importantes pois os jovens entusiasmam-se, entusiasmam-nos e entusiasmam outros jovens”, referiu.

“Estavam sedentos de se encontrarem uns aos outros e devo dizer que, além dos grupos de jovens já constituídos, a participação das catequeses do projecto Say Yes foi uma grande mais valia”.

Aliás, para o sacerdote é daqui que surgem “sinais claros” de novos movimentos em germinação.

“Embora o número ainda não seja muito grande, estes jovens são a chave para outros jovens;  são eles que vão chamar os outros. Vemos  que por detrás deles estão os líderes, mas já se sente que há sementes que podem germinar” refere ainda o sacerdote.

O Padre Hélder Miranda Alexandre diz que a Igreja “precisa desta juventude” e que “a vinda do Papa a Lisboa em 2023 é uma oportunidade única para a Igreja que tem de ser agarrada”.

Durante o dia de hoje, os jovens da ilha Terceira além de participarem nas atividades desenvolvidas e projectadas pelo grupo Os Caminhantes da Fonte Bastardo, que hoje, juntamente com o grupo de São Mateus, na vigília deste sábado, organizou esta Jornada em contexto de pandemia, apresentaram vários trabalhos sobre a sua acção pastoral sobretudo no que respeita ás questões sociais e ambientais.

Em todas as ilhas, de acordo com a realidade local, foram desenvolvidas actividades. Transversalmente foi celebrada uma Eucaristia animada pelos jovens.

Na oração do ângelus, esta manhã, o Papa convidou os jovens católicos a fazer caminho até Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023, em Lisboa, desafiando-os a “fazer barulho”, mesmo para criticar o que pensam que deve mudar.

“Sede livres, autênticos, sede consciência crítica da sociedade. Não tenhais medo de criticar, precisamos das vossas críticas – muitos de vós criticais, por exemplo, a contaminação ambiental – temos necessidade disto. Sede livres, na crítica”, disse, na homilia da Missa a que presidiu esta manhã na Basílica de São Pedro.

“Façam barulho, porque o vosso barulho é fruto dos vossos sonhos, significa que não quereis viver na noite”, prosseguiu.

No Dia Mundial da Juventude, este ano assinalado a nível local, Francisco realçou a importância de ter jovens capazes de sonhar, apontando para o futuro, “com coragem”, para não se tornarem velhos “antes do tempo”.

“Tende a paixão da verdade, para poderdes dizer com os vossos sonhos: a minha vida não está escravizada às lógicas deste mundo, porque reino com Jesus em prol da justiça, do amor e da paz”, apelou.

O Papa deixou uma série de agradecimentos pelo papel das novas gerações, na Igreja e na sociedade, com o seu “entusiasmo contagiante”.

“Obrigado, por todas as vezes em que sois capazes de realizar os sonhos com coragem, por todas as vezes que não deixais de acreditar na luz, mesmo dentro das noites da vida, por todas as vezes que vos empenhais com paixão em tornar mais belo e humano o nosso mundo”, afirmou.