Viagem de cunho ecuménico dura dois dias, com passagens por Amã, Telavive, Belém e Jerusalém.

O Papa Francisco desloca-se à Terra Santa de 24 a 26 de maio, numa visita de caráter ecuménico que será acompanhada, em permanência, pelo patriarca Latino de Jerusalém, que presidiu recentemente às celebrações de Fátima e na sua homilia falou sobre esta visita sublinhando o papel de Francisco como um  “peregrino da paz e visitante da comunidade cristã de Jerusalém”, uma comunidade que “deseja viver sempre como a primeira comunidade cristã: unidos na caridade, assíduos aos sacramentos e à oração”.

 

“O pequeno rebanho de Cristo na Terra Santa – apenas 2 por cento da população – quer ser fiel a Cristo”, realçou.

 

Durante a eucaristia, concelebrada por 420 sacerdotes e 28 bispos, D. Fouad Twal pediu aos milhares de peregrinos presentes para que rezem “pelos frutos” da viagem do Papa e que sigam “o seu exemplo”.

 

“Vinde também vós peregrinar à Terra Santa, vinde fortalecer a vossa fé e conhecer melhor as vossas raízes! Receber-vos-ei no Patriarcado com muito gosto”, declarou.

 

O patriarca latino de Jerusalém lançou depois um desafio a todos os bispos e responsáveis católicos presentes na missa de encerramento da peregrinação internacional aniversária de maio.

 

Que “unidos às suas realidades diocesanas, se sintam corresponsáveis pelas comunidades, pelo progresso e pela vida pastoral da Igreja na Terra Santa”, exortou.

 

A agenda oficial de Francisco prevê 14 intervenções, entre homilias e discursos, e a assinatura de uma declaração conjunta com o patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla, Bartolomeu, assinalando os 50 anos do encontro entre o Papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras, em Jerusalém.

 

Na Terra Santa, o Papa vai visitar, entre outros, o Santo Sepulcro, o memorial do Holocausto ‘Yad Vashem’, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas.

 

Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania.

 

Francisco vai presidir a uma missa no estádio internacional de Amã e visitar, em seguida, o local do Batismo de Jesus, junto ao Rio Jordão, onde se encontrará com refugiados da Síria e jovens deficientes.

 

O dia 25 de maio começa com uma viagem de helicóptero até Belém, para uma visita ao presidente do Estado da Palestina, Abu Mazen, seguida da Missa na Praça da Manjedoura.

 

Francisco vai almoçar com famílias da Palestina no convento franciscano de Casa Nova e fará uma visita privada à gruta da natividade.

 

Ainda em Belém, o Papa vai saudar as crianças dos campos de refugiados de Dheisheh, Aida e Beit Jibrin, antes de partir para Telavive, em Israel, onde vai discursar, seguindo-se depois o programa na cidade de Jerusalém.

 

Às 18h15 (menos duas em Lisboa) de 25 de maio, Francisco vai encontrar-se em privado com o patriarca de Constantinopla para assinar uma declaração conjunta, antes do encontro ecuménico na Basílica do Santo Sepulcro.

 

O último dia da visita, 26 de maio, inicia-se visitas ao grande mufti de Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas, ao Muro das Lamentações e a deposição de flores no Monte Herzl, o cemitério nacional de Israel.

 

Francisco vai discursar depois no mausoléu do Yad Vashem de Jerusalém, em memória das vítimas do Holocausto, visitando em seguida os dois grãos-rabinos de Israel, no centro Heichal Shlomo.

 

O Papa vai encontrar-se com o presidente da Israel, Shimon Peres, no palácio presidencial, e reunir-se com o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu no centro Notre Dame.

 

A parte final da agenda vai decorrer no Monte das Oliveiras e inclui uma nova visita ao patriarca Bartolomeu, um encontro com o clero e religiosos católicos e a última missa, com os bispos da Terra Santa, na sala do Cenáculo, em Jerusalém.

 

Estes lugares são frequentemente visitados por peregrinos acompanhados pelo Pe Jacinto Bento, de São pedro de Angra, o único guia espiritual português acreditado junto do Patriarcado Latino de Jerusalém. (Clique aqui para ler a entrevista)