O Papa manifestou hoje a sua “inquietação” perante o aumento da tensão entre a Ucrânia e a Rússia.

“Sigo com preocupação os acontecimentos na Ucrânia oriental, onde nos últimos meses se multiplicaram as violações ao cessar-fogo”, referiu Francisco, desde a janela do apartamento pontifício.

Num encontro de oração com peregrinos, reunidos na Praça de São Pedro, o pontífice indicou que iria falar sobre uma “coisa triste”.

“Observo com inquietação o aumento das atividades militares. Por favor: desejo fortemente que se evite o aumento da tensão e que, pelo contrário, se promovam gestos capazes de promover a confiança recíproca e favorecer a reconciliação e a paz, tão necessárias e tão desejadas”, apelou.

O Papa pediu que se dê atenção à “grave situação humanitária”, que atinge a população, à qual a sua proximidade, convidando a rezar por esta intenção.

A Rússia tem vindo a reforçar o contingente militar ao longo da fronteira com a Ucrânia, acusando Kiev de “ações provocatórias”.

Já a Ucrânia acusa Moscovo de ter concentrado mais de 80 mil soldados perto da fronteira leste e da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

A ONU estima que o confronto entre as forças ucranianas e rebeldes apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia tenha custado a vida de cerca de 14 mil pessoas, em sete anos.

(Com Ecclesia)