Na audiência geral de quarta-feira referiu-se à visita a Marrocos

O papa escolheu hoje usar o termo “pessoas migrantes” e não apenas “migrantes” para abordar este fenómeno, ao comentar a sua visita a Marrocos no último fim de semana.

Como de costume, após cada viagem pastoral, o papa argentino dedica a sua audiência pública a comentar a última visita tendo hoje lembrado que a questão da imigração esteve muito presente na sua viagem defendendo a referência àqueles que buscam o seu futuro em outros países como “pessoas migrantes”.

“Migrante é um adjetivo e, em vez disso, a pessoa é um substantivo. Temos caímos na cultura do adjetivo, e usamos muitos adjetivos e muitas vezes esquecemos o substantivo, a substância”, lamentou.

Francisco assinalou que “o adjetivo está ligado a um substantivo, a uma pessoa” e insistiu: “Não (apenas) migrante, mas um migrante. Assim há respeito e não se cai nesta cultura do adjetivo”.

O papa aproveitou a oportunidade para defender os contactos que tem com o islamismo porque, sublinhou, “Deus quer fraternidade entre católicos e muçulmano”.

“Alguns podem perguntar por que o papa vai com os muçulmanos e não apenas com os católicos, porque existem muitas religiões (…) mas com os muçulmanos somos descendentes do mesmo pai, Abraão”, explicou.

Francisco ressaltou que “Deus quis permitir” que existam muitas religiões, mas, ao mesmo tempo, quer que haja “fraternidade” e “de maneira especial” com os “irmãos” do Islão.

“Não devemos ter medo da diferença, Deus permitiu isso, mas devemos ter medo se não fizermos um trabalho de fraternidade, de caminhar juntos pela vida”, advertiu.

(Com Lusa)