Erradicar a pobreza é o principal desafio

O representante da Santa Sé defendeu uma visão de conjunto para erradicar a pobreza e não mais um aspeto do que outro devido aos interesses particulares de cada país, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

A delegação centrou-se sobretudo nas “afirmações no preâmbulo e na declaração da agenda pós-2015”, divulga a Rádio Vaticano, sobre a posição defendida na sede das Nações Unidas onde estão a ser definidos os Objetivos do Desenvolvimento pós-2015.

“Poderiam ter referido mais diretamente a importância da integração e da indivisibilidade das três dimensões do desenvolvimento sustentável: económica, social e ambiental”, alertou.

“Certamente, nenhum desses pilares pode ser abordado separadamente. Por exemplo, a preferência pela proteção do ambiente ou pelo crescimento económico sem antes considerar a dignidade da pessoa humana e o bem comum da sociedade no seu conjunto contrastaria com a natureza da própria agenda”, desenvolveu o representante em Nova Iorque.

Neste contexto, partilhou a afirmação que para a ONU o “maior desafio global” da humanidade é a erradicação da pobreza, na primeira metade do século XXI, e defendeu que se desfaça a “tirania da miséria” ampliando o horizonte do “desenvolvimento sustentável” para que “ninguém fique para trás”.

Pretende-se também que se procure dar resposta “às exigências de todas as nações e pessoas, em particular, os pobres e os mais vulneráveis”, frisou a Santa Sé, observando que os objetivos éticos que devem acompanhar estes propósitos.

A Santa Sé encorajou ainda a “mobilização de recursos financeiros e não financeiros”, através da ciência, tecnologia, assistência, inovação, a favor dos países menos desenvolvidos – “dos que não têm saída para o mar; das pequenas ilhas em desenvolvimento; dos países em situações de conflito e pós-conflito” – e de todos aqueles os que “se encontram em situações particulares”.

CR/Ecclesia