Depois de dois anos a refletir sobre o trabalho que poderiam fazer em conjunto, os três serviços dão as mãos sem perder autonomia e formam equipas próprias

O Serviço Diocesano da Juventude (SDJ) está a implementar uma nova forma de organização pastoral, baseada na colaboração estreita entre os serviços da Juventude, das Vocações e da Pastoral do Ensino Superior e Profissional. Embora cada um mantenha a sua identidade e missão próprias, o objetivo passa por desenvolver um trabalho articulado, tendo como elemento agregador o Instituto Diocesano da Juventude.
O novo modelo foi apresentado pelo assistente do Serviço Diocesano à Juventude, padre João da Ponte, durante uma entrevista de balanço do caminho percorrido ao longo do último ano pastoral, depois da Aldeia da Esperança, em que revelou as linhas orientadoras para o futuro, ao sítio Igreja Açores.
“Acima de tudo, ao longo deste ano, para além das atividades que realizámos, reorganizámos também a nossa interação com outros serviços ligados à juventude, nomeadamente o Serviço das Vocações e o Serviço da Pastoral do Ensino Superior e Profissional”, explicou.
Segundo o sacerdote, os três serviços contam já com equipas próprias e assistentes nomeados- além do próprio, estão nomeados para o Serviço da pastoral das Vocações o padre Nuno Maiato e para o Serviço da pastoral do Enconsino Superior e Profissional o padre Nuno Pacheco Sousa- , o que permitiu iniciar um processo de maior proximidade e colaboração. Recentemente, realizou-se um encontro entre as equipas dos diferentes serviços e uma reunião, por videoconferência, que juntou cerca de dez assistentes da pastoral da juventude e das vocações de toda a diocese.
“Este ano fizemos sobretudo um caminho de interajuda e interação entre estes três serviços. Foi um ano de avaliação, em que procurámos perceber qual é o nosso papel, como nos podemos ajudar mutuamente e o que podemos aprender uns com os outros”, afirmou o padre João da Ponte.
O responsável sublinha que a nova filosofia não passa por colocar o Serviço Diocesano da Juventude numa posição de liderança sobre os restantes.
“Inicialmente, a minha perceção era de que o Serviço da Juventude fosse uma espécie de ‘mãe’ dos outros serviços. Hoje percebemos que o caminho é diferente. São três serviços autónomos, cada um com a sua identidade, mas que devem caminhar em conjunto”, explicou.
Na prática, esta articulação traduzir-se-á num planeamento pastoral comum, com atividades, avaliações e projetos preparados de forma integrada, evitando sobreposições e reforçando a cooperação entre as equipas.
Uma das prioridades passa também por preservar a dimensão vocacional nas iniciativas dirigidas aos jovens, uma marca que ganhou especial relevo na experiência da Aldeia da Esperança.
“Há aqui uma marca vocacional que foi muito trabalhada na Aldeia da Esperança e que não podemos perder. É essencial que o Serviço das Vocações esteja intimamente ligado ao Serviço da Juventude”, salientou.
A principal novidade desta organização poderá ser a afirmação do Instituto Diocesano da Juventude, criado durante a preparação da Jornada Mundial da Juventude, como a estrutura que dará visibilidade ao trabalho desenvolvido em conjunto pelos três serviços.
Segundo o padre João da Ponte, esta é uma proposta que está ainda a ser amadurecida mas, que parece aos tr~es serviços o melhor caminho.
“Muito provavelmente, quando for para falar dos três serviços, iremos falar do Instituto Diocesano da Juventude, criado na altura da Jornada Mundial da Juventude. Sendo uma pessoa jurídica, poderá ser o rosto desta ação conjunta dos três serviços tão interligados.”
Apesar desta imagem comum, o sacerdote esclarece que cada área continuará a desenvolver iniciativas específicas.
“Pode haver ações muito concretas direcionadas apenas a cada serviço e, nesses casos, falar-se-á apenas desse serviço. Mas para apresentar esta ação conjunta dos três serviços, gostaríamos que o Instituto Diocesano da Juventude fosse esse rosto comum.”
A nova dinâmica começará já a refletir-se no plano pastoral para o próximo ano, que reunirá as iniciativas comuns e as atividades próprias de cada serviço. Entre os primeiros momentos de expressão desta nova filosofia estará a Assembleia Diocesana de Jovens, marcada para 4 a 6 de setembro, na ilha do Pico, e que servirá como sinal concreto da colaboração entre a Pastoral da Juventude, o Serviço das Vocações e a Pastoral do Ensino Superior e Profissional.