Francisco vai presidir às cerimónias conclusivas da iniciativa em Filadélfia, a 26 e 27 de setembro

O Papa vai presidir às cerimónias conclusivas do 8.º Encontro Mundial das Famílias, a 26 e 27 de setembro, na cidade norte-americana de Filadélfia, perante uma multidão estimada em 1,5 milhões de pessoas.

Os dados foram avançados hoje no Vaticano em conferência de imprensa pelos responsáveis do Conselho Pontifício da Família (CPF), da Santa Sé, e da Arquidiocese de Filadélfia.

O encontro mundial tem início marcado para 22 de setembro, com um congresso temático que se prolonga até ao dia 25 desse mês, seguindo-se os dias de oração e encontro com Francisco, em volta do tema ‘O amor é a nossa missão: a família plenamente viva’.

De Portugal irão cerca de 25 casais, quase todos ligados ao patriarcado de Lisboa e alguns emigrantes portugueses, residentes nos Estados Unidos.

Da Diocese de Angra e, ao contrário do que aconteceu no encontro de Roma, não irá qualquer casal, embora o Serviço Diocesano tenha proposto uma “jornada” de oração a nível da diocese para estes dois dias do encontro.

D. Vincenzo Paglia, presidente do CPF, disse que ninguém está “excluído” deste grande encontro de famílias, o qual acontece uma semana antes do início do Sínodo dos Bispos, sobre o tema ‘A Vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo’.

Simbolicamente, o Papa vai oferecer 200 mil cópias do Evangelho segundo São Lucas, assinadas por si, para as “famílias das periferias” de cinco “grandes cidades”, uma de cada continente: Havana (Cuba), Marselha (França), Hanói (Vietname), Sidney (Austrália) e Kinshasa (Quénia).

Filadélfia, “cidade-pátria da independência americana”, vai ser a “capital da família”, não como “ideologia”, mas como “famílias” falando de si próprias, de forma “concreta”, sublinhou o arcebispo italiano.

Esta vai ser uma das maiores concentrações de pessoas na história dos EUA.

No congresso prévio, com participação prevista de 15 mil pessoas de 150 países, vão ser apresentadas investigações que sublinham o papel central das famílias na sociedade, como o seu principal “recurso” e um “bem da humanidade”.

D. Charles Joseph Chaput assinalou que os conferencistas convidados incluem vários não católicos, como sinal de que a iniciativa está aberta “ao mundo”.

O responsável adiantou que o encontro mundial tem um orçamento de 45 milhões de dólares, que chegam através de donativos, para garantir a segurança dos participantes e a limpeza dos espaços, para além de oferecer bolsas a todas as dioceses do México e a cada conferência episcopal latino-americana, bem como às dioceses pobres dos Estados Unidos da América e Canadá.

Na noite de 26 de setembro, sábado, o Encontro Mundial das Famílias vai celebrar um “festival intercultural”, com a presença confirmada do cantor colombiano Juanes e do tenor italiano Andrea Bocelli.

A Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa, em colaboração com o Departamento Nacional do setor, está a organizar a peregrinação da delegação portuguesa a este encontro.

CR /Ecclesia