Reunião juntou cerca de metade dos sacerdotes da ilha de São Miguel e o Vigário Episcopal para a Formação

A primeira assembleia do Clero de São Miguel, após a criação da Vigararia para a zona nascente (que integra as ilhas de São Miguel e Santa Maria) realizou-se esta quinta feira, no Centro Pastoral Pio XII, em Ponta Delgada e juntou cerca de metade dos sacerdotes da ilha- 40- e o Vigário Episcopal para a Formação, cónego Ângelo Valadão.

A reunião, organizada pelo Vigário Episcopal para esta zona, Cónego Adriano Borges, visava auscultar o clero sobre as suas necessidades formativas e as das suas comunidades e, ao mesmo tempo, preparar já o contributo desta zona pastoral para o Conselho Presbiteral que se realizará em abril e que visa justamente analisar estas questões da formação, quer do clero quer dos leigos.

“Era uma necessidade percebermos o que é que os sacerdotes pretendem para si e para as comunidades que lideram” disse ao Sítio Igreja Açores o Vigário Episcopal para a zona Nascente e uma das coisas que ficou clara é que os sacerdotes estão interessados numa “formação de cariz mais prático”.

“Sentimos que é importante que a igreja apresente respostas para os problemas atuais em todas as suas áreas pastorais e por isso também nós precisamos de estar formados para encontrar essas respostas, cada vez mais exigentes, e que se colocam ao nível do acolhimento, da ação pastoral e dos próprios movimentos” esclareceu o Cónego Adriano Borges.

Esta partilha de experiências com os sacerdotes de São Miguel foi, por seu lado, uma experiência “muito positiva” para o Vigário Episcopal para a formação.

“Tratou-se, em bom rigor, da primeira reunião de campo desde que fui nomeado e esta partilha é muito importante” refere o Cónego Ângelo Valadão.

“Senti um interesse e o reconhecimento da necessidade de formação, mas que essa formação tivesse em conta a nova realidade que é o nosso mundo, o  que significa que não se trata de promover uma formação pré definida mas que apresente novidade”, disse o sacerdote.

Para o novo responsável pela formação permanente na diocese, seja de presbíteros seja de leigos, é claro que devem ser aproveitados e até melhorados os momentos formativos já existentes- recoleções e retiros- sejam as promovidas pela diocese para os sacerdotes sejam as dos movimentos para os leigos diretamente envolvidos, mas estes momentos devem ser acrescentados por uma formação mais profunda nomeadamente com temas de estudo e especialistas.

Além disso, o Vigário para a Formação quer criar um itinerário formativo diocesano que envolva também o recém criado Instituto Católico de Cultura, cujos estatutos acabam de ser aprovados, com a tomada de posse dos corpos sociais agendada para o dia 5 de fevereiro.

“Precisamos delinear uma formação mais transversal e por isso todos os contributos para ir ao encontro do que é necessário e desejado é sempre um motivo de grande satisfação” acrescentou o Cónego Ângelo Valadão.

A Assembleia do Clero da ilha de São Miguel terminou com uma partilha do Vigário Episcopal para a Formação sobre a Amizade.

“Hoje, nos Açores, celebra-se o dia dos Amigos e por isso pensei refletir sobre a amizade entre sacerdotes e destes com as comunidades que servem”, disse ainda o Cónego Ângelo Valadão.

“Enfatizei muito a necessidade de darmos um sinal de união no presbitério, primeiro porque a comunhão é um principio basilar do nosso ministério e, sem segundo lugar, porque só com esta união seremos capazes de dar um testemunho crível para a nossa ação pastoral”, frisou.

“A divisão entre os padres  prejudica o trabalho pastoral”, sublinhou fazendo uso dos documentos conciliares sobre o ministério sacerdotal.

O próximo passo conduzirá à elaboração de um documento que será discutido no Conselho Episcopal que reunirá durante o mês de fevereiro.