Igreja Católica destaca impulso que os monumentos podem dar «para a melhoria das comunidades»

Parceria com o Estado tem no turismo um ponto estratégico e pode conhecer novo fôlego, com as verbas do próximo quadro comunitário.

Os responsáveis da Igreja Católica e do Estado português envolvidos na “Rota das Catedrais” encontraram-se esta quarta-feira em Fátima para fazerem um ponto da situação acerca do projeto e “renovar dinâmicas já existentes”.

 

 

De acordo com uma nota publicada através da internet, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, destacou o impulso que as Catedrais podem dar “para a melhoria das comunidades onde estão inseridas”.

 

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, sublinhou por sua vez que esta parceria com a Igreja Católica, tendo em vista a preservação e promoção do património arquitetónico religioso, vai “muito para lá do mero utilitarismo”.

 

Em causa, segundo o responsável político, está a proteção de uma “realidade cultural integrada num caminho comum europeu”.

 

Assinado em 2009, o protocolo pretende reforçar a vida e a dinâmica das 25 catedrais portuguesas, espalhadas pelas várias dioceses, e devolvê-las às comunidades, através de uma atuação concertada, contratualizada, planeada, criteriosa e exigente.

 

A estratégia delineada compreende não só a realização de obras de restauro e manutenção nos edifícios mais necessitados mas também a dinamização dos monumentos, através da realização de concertos, exposições e outros espetáculos musicais.

 

Ao mesmo tempo, a ideia é garantir que cada catedral possa ser também um polo de potenciação turística, com a aposta em ferramentas que contribuam para uma apresentação cada vez mais completa dos monumentos, junto do público.

 

Nalgumas dioceses está já em curso o processo de “produção de conteúdos para guias e roteiros” e os promotores da Rota das Catedrais defendem a necessidade da adoção de “uma linguagem comum, essencial num contexto de rede”, bem como de “um modelo de gestão otimizado na perspetiva de um projeto nacional”.

 

Numa época marcada pela escassez de financiamentos, o facto de o próximo quadro comunitário prever verbas para o apoio aos monumentos, sobretudo os situados nos centros históricos, poderá dar um novo impulso à “Rota das Catedrais”.

 

Durante o encontro entre os responsáveis do projeto, chamou-se a atenção para casos como o das catedrais algarvias de Faro e Silves, onde as intervenções em curso têm sido feitas no meio de várias “vicissitudes”, devido à falta de recursos económicos.

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