O Papa defendeu hoje o fim da “cultura de morte” e do “silêncio cúmplice” perante casos de abusos sexuais na Igreja Católica, numa mensagem enviada a uma conferência internacional, em Roma.

“A proteção dos menores é, cada vez mais concretamente, uma prioridade ordinária da ação educativa da Igreja, é a promoção de um serviço aberto, fiável e autorizado, em firme contraste com qualquer forma de dominação, desfiguração da intimidade e silêncio cúmplice”, referiu Francisco.

O texto, divulgado pelo Vaticano, sublinha que os jovens exigem a “renovação” da Igreja Católica, neste campo.

O Papa elogia a “ação sistemática” nas instituições católicas, para “erradicar a cultura da morte da qual toda forma de abuso sexual consciência, de poder”.

A mensagem foi lida aos participantes do evento organizado pela Comunidade Papa João XXIII com a Ação Católica Italiana e o Centro Desportivo Italiano, em colaboração com o Centro de Vitimologia e Segurança da Universidade de Bolonha (Itália).

O portal de notícias do Vaticano fala num acontecimento “sem precedentes”, de colaboração entre associações eclesiais e da sociedade civil.

“Um caminho que, como Igreja, somos chamados a empreender, todos juntos, impelidos pela dor e pela vergonha por nem sempre termos sido bons guardiães da proteção dos menores que nos foram confiados, nas nossas atividades educativas e sociais”, escreve o Papa.

Francisco alude a um “processo de conversão” que exige “uma formação renovada de todos aqueles que têm responsabilidades educativas e trabalham em ambientes com menores, na Igreja, na sociedade, na família”.

(Com Ecclesia)