Pe. Tomás Brito refere-se às qualidades do futuro sacerdote

O Pe. Tomás Brito, atual pároco de São Mateus da Calheta de onde o diácono Nelson Pereira é natural, afirma que o futuro sacerdote será “uma mais valia para a igreja” e que o seu envolvimento e “compromisso serão totais”.

O sacerdote, que tem acompanhado a prática pastoral do agora diácono, sublinha o seu envolvimento nas várias actividades da paróquia, sobretudo na dinamização do grupo de jovens que é o responsável pela animação da missa de sábado na igreja paroquial.

São Mateus da Calheta é uma das 33 paróquias da ilha Terceira, agora recentemente divida em duas ouvidorias. É uma freguesia piscatória açoriana do concelho de Angra do Heroísmo, com 6,29 km² de área e 3 757 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 597,3 hab./km². Localiza-se na periferia da cidade de Angra do Heroísmo, a cerca de 4 km a oeste do centro urbano.

O seu porto de pesca é o mais importante da costa sul da ilha Terceira e um dos principais pontos de descarga e primeira venda de pescado dos Açores.

Com cerca de 3700 habitantes, esta paróquia apresenta uma prática religiosa dominical da ordem dos 12%, um valor um pouco abaixo da média da ilha que é das mais baixas do arquipélago, apesar da “simpatia e da aceitação que a igreja merece das pessoas”.

Aquando da sua visita pastoral à ilha Terceira, no inicio deste ano de 2017, a primeira visita pastoral do bispo desde que foi nomeado, D. João Lavrador falou do “desafio pastoral” que estes dados despertam.

Na altura, o bispo elencou quatro dificuldades: “um laicismo progressivo que invade a sociedade e confronta a igreja”; “uma prática religiosa dominical muito baixa” ; “uma consciência difusa sobre a necessidade do compromisso  com a vida comunitária” e “um distanciamento entre a religiosidade popular e a vida cristã”.

Por isso, o prelado diocesano sublinhou que “há um trabalho permanente de auscultação de uma cultura que desafia sistematicamente a igreja na sua ação pastoral” que “não nos pode deixar acomodar”.

A paróquia de São Mateus possui uma igreja paroquial e a ermida de São Francisco das Almas, no lugar do Cantinho, ambas pertença da diocese, para além de inúmeras ermidas dispersas por toda a freguesia.

As ermidas de Nossa Senhora da Candelária, São Tomás da Vila Nova, Nossa Senhora das Mercês, Santo António dos Milagres, S. João Baptista, S. Diogo e S. Vicente, esta última edificada em 1721, fica situada na canada com o mesmo nome, são particulares e situam-se na sua maioria, nas quintas senhoriais que se dispõem ao longo da estrada regional.  Há, ainda, a igreja velha, em ruínas, que se situa junto ao mar, a Oeste do principal aglomerado populacional, entre o Terreiro e o Negrito. Foi igreja paroquial até á abertura ao culto da actual igreja (1911).

Esta igreja tem a particularidade de ainda manter sobre a sua porta principal um relógio de sol. Era esta a primeira igreja que as naus da Índia salvavam ao passar em direção à baía de Angra.

A actual Igreja Paroquial tem por orago São Mateus. Trata-se de um templo grandioso e imponente, construído pelo povo desta freguesia com sete altares, considerado na altura da sua construção de dimensões desproporcionadas e ostensivas para a freguesia que era pobre.

 

A bênção da primeira pedra data de 21 de Setembro de 1895.

A abertura ao culto aconteceu 16 anos mais tarde 4 de Junho de 1911.

O projeto é da autoria de António Baía Paixão, e resultou numa das maiores  igrejas rurais da Terceira e uma das maiores dos Açores.  A igreja apenas ficou concluída em 1911. Ao longo do século XX os melhoramentos foram chegando, mas com a comunidade a defrontar-se com enorme pobreza, com situações de fome generalizada que se repetiam todos os Invernos, quando o mar impedia a pesca, não foi fácil encontrar benfeitores que subsidiassem o seu custo.

Além de uma Casa do povo, a paróquia de São Mateus da Calheta tem um Centro Social e Paroquial e um agrupamento de escuteiros, também eles marítimos, fazendo jus à vocação marítima deste lugar.