Papa responde a críticas de Trump e exige debate “com verdade”

“A Igreja, há anos, tem falado contra todas as armas nucleares, por isso aí não há qualquer dúvida”, referiu Leão XIV

Foto: Vatican Media

O Papa respondeu hoje às novas acusações do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, reafirmando a condenação histórica da Igreja Católica às armas nucleares e exigindo honestidade no debate público.

“A missão da Igreja é anunciar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém me quiser criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade”, afirmou, em declarações aos jornalistas à porta da sua residência em Castel Gandolfo.

Leão XIV rejeitou a ideia de que a Santa Sé seja tolerante com o armamento de destruição maciça, contrariando as afirmações de Donald Trump, que o acusara de colocar os católicos em “perigo” por alegadamente considerar aceitável o programa nuclear do Irão.

“A Igreja, há anos, tem falado contra todas as armas nucleares, por isso aí não há qualquer dúvida”, precisou o pontífice.

A intervenção de Leão XIV reforça a posição assumida horas antes pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, insistindo num apelo à concórdia.

“Espero simplesmente ser escutado pelo valor da palavra de Deus”, sublinhou, o Papa, lembrando que desde o momento da sua eleição, a 8 de maio de 2025, a sua mensagem central tem sido a paz.

O encontro com a comunicação social abordou ainda o encontro diplomático previsto para a próxima quinta-feira, no Vaticano, com o secretário de Estado norte-americano.

O Papa expressou a esperança de que a reunião com Marco Rubio proporcione “um bom diálogo” para que as duas partes consigam, “com confiança” e “com abertura”, compreender-se plenamente.

Leão XIV procurou, contudo, separar a agenda institucional deste encontro das recentes polémicas com a Casa Branca.

“Penso que os temas pelos quais ele vem não são os de hoje. Veremos”, concluiu.

(Com Ecclesia e Vatican News)

 

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