
O Departamento Nacional de Pastoral Juvenil (DNPJ) divulgou hoje o vídeo de apresentação do “Quadro de Referência”, um instrumento para o trabalho da Igreja Católica com a juventude, apontando para caminhos de “acompanhamento, profundidade e esperança”.
Divulgado ao público no encontro “Porto de Partida”, que decorreu no dia 2 de maio, na Alfândega do Porto, o “Quadro de Referência” foi elaborado a partir da escuta aos jovens de Portugal e apresenta as estratégias para a presença da Igreja junto da juventude “mais próxima, sinodal, vocacional e missionária”.
“Mais do que apresentar o documento já editado em papel, este vídeo quer lançar um desafio a toda a Igreja: construir, com os jovens, uma pastoral da juventude mais próxima, sinodal, vocacional e missionária”, indica o comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia.
Para o DNPJ, após a apresentação do “Quadro de Referência”, a proposta agora uma reflexão “sobre os desafios da pastoral dos jovens e a necessidade de construir caminhos de acompanhamento, profundidade e esperança junto da juventude”.
“Inspirado pela escuta dos jovens, pela Exortação Apostólica Christus Vivit e pelo dinamismo da JMJ 2023, o Quadro de Referência apresenta uma visão comum para a pastoral juvenil em Portugal”, acrescenta-se.
O vídeo de apresentação do Quadro de Referência indica que, mais do que um documento, trata-se de “um caminho”, que “não é um manual, não é um conjunto de regras, é uma visão, um modo de ser”, reconhecendo os “desafios, sonhos e vontade de transformar o mundo” dos jovens.
“O convite é claro: passar de atividades isoladas para processos que acolhem, acompanham, formam e enviam os jovens, ajudando cada um a tornar-se adulto na fé, discípulo e missionário. Uma pastoral da juventude chamada a levar Jesus aos jovens e a trazer os jovens ao coração da Igreja”, indica-se.
O vídeo de apresentação do “Quadro de Referência” contou com motion design e edição de Carolina Castro, marca e identidade de Rafaela Vieira, voz-off de Vítor Pinto e textos de Isabel Fernandes e José Nogueira.
O documento foi apresentado há uma semana no encontro ‘Porto de Partida’, no qual participaram três jovens açorianos.
“A partir daí, nas paróquias, nas dioceses, nos movimentos, nas congregações podem fazer o seu projeto de Pastoral Juvenil, e é essa a nossa ambição, uma ambição de futuro, em que todos bebemos do mesmo documento, o último era de 2002”, indicou.
Sobre a “ideia de Pastoral Juvenil de futuro”, que está presente no ‘Quadro de Referência’, o responsável nacional, Pedro Carvalho, destacou alguns dos desafios do Processo ‘Escuta 360’, onde ouviram “milhares de jovens, e também muita gente”.
“Queremos uma Pastoral Juvenil sinodal, vocacional, também missionária. Queremos, neste momento, que adotemos um estilo de estar, de escuta, de acompanhamento de jovens, de refletir com eles os problemas, os desafios que eles têm, que são muitos, mas também queremos olhar para o futuro, olhar para os sonhos, olhar para eles serem protagonistas”, desenvolveu Pedro Carvalho.
“A partir de agora qualquer pessoa que queira trabalhar com os jovens, não é para eles, também há aqui esta diferença, que possa realizar o seu projeto de Pastoral Juvenil.”