Celebração principal decorreu na Igreja da Fonte Bastardo, onde o sacerdote celebrou a Missa Nova há 25 anos

As comunidades paroquiais da Fonte Bastardo e Porto Martins, na ouvidoria da Terceira, homenagearam esta quarta feira o seu pároco, Pe Júlio Rocha, por ocasião das bodas de prata da ordenação sacerdotal.

A data escolhida foi precisamente o dia em que assinalava 25 anos da celebração da Missa Nova.

O Sacerdote, que contou com a presença de vários colegas e de inúmeros leigos quer das paróquias quer dos movimentos e grupos de apostolado que tem assistido, nomeadamente Movimento dos Cursilhos de Cristandade, Equipas de Nossa Senhora e Movimento da Mensagem de Fátima, foi surpreendido com a presença da Filarmónica da Fonte Bastardo que o recebeu à entrada na Igreja.

Na homília que proferiu, o Pe Júlio Rocha, falou da influência de algumas situações particulares na sua vocação e do entendimento que tem do sacerdócio.

“O sacerdote é o rosto misericordioso de Deus e a Igreja é o lugar da misericórdia” afirmou o sacerdote depois de ter dito que entende a Igreja “como um serviço aos homens”.

“Sou sacerdote- como dizia o Pe. Caetano Tomaz- porque a igreja precisava de mim neste lugar. A vocação é isto: estar ao serviço do outro” sublinhou.

Além dos agradecimentos a todos os que se cruzaram na sua vida, o sacerdote dirigiu-se em primeiro lugar às comunidades que serve atualmente- Fonte Bastardo (de onde é natural e onde celebrou a sua missa nova) e Porto Martins- e também às que já serviu no passado- São Pedro, Posto Santo, São Mateus e Santa Luzia- para lembrar que ser pároco é uma das tarefas mais difíceis do sacerdócio e, particularmente, sente “o enorme peso deste sacerdócio que queria que fosse mais perfeito, e que talvez por muitas coisas, por fraqueza ou desleixo, não consigo ser o que gostaria de ser”.

Depois da celebração, animada por um coro com vozes das duas paróquias, seguiu-se um jantar partilhado nas instalações da Associação Filarmónica Cultural e Recreativa de Fonte Bastardo.

O Padre Júlio Rocha foi ordenado ainda com 23 anos, é natural da Fonte Bastardo, na ilha Terceira e estudo no Seminário Episcopal de Angra. Depois da ordenação foi para Roma onde se doutorou em Teologia Moral. Hoje é, além de professor no Seminário assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima e da Comissão Justiça e Paz.