No dia em que começa a Semana das Vocações, o padre Hélder Miranda Alexandre lembra que cuidar uma vocação nunca foi fácil e que é preciso um discernimento continuo diante das distrações

Começa este domingo a Semana das Vocações e o reitor do Seminário de Angra apela a que este seja um tempo de oração por todos os tipos de vocação eclesial, num tempo em que há tantas distrações, “ruídos e afazeres”.

“Amemos os seus sonhos, cuidemos da nossa, e apoiemos aqueles que diariamente trabalham por elas. Não é fácil, nunca foi, mas é uma entrega que enche a alma de uma alegria imensa” afirma o padre Hélder Miranda Alexandre que é também o diretor do Serviço Diocesano da Pastoral das Vocações e Ministérios.

“Não é fácil escutar, discernir e decidir no meio de tantos afazeres, tantos ruídos externos, apelos e confusões internas” reconhece o sacerdote que nos entanto lembra que qualquer vocação, mas sobretudo as consagradas requerem “sonho, serviço e fidelidade”.

Num artigo de opinião publicado no Sitio Igreja Açores, o responsável lembra a mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia mundial da oração pelas vocações e fala da importância de “sonhar a vocação, segundo os sonhos de Deus”.

“Há que deixar conduzir-se pelo ouvido interior, pelo discernimento. Não é fácil escutar, discernir e decidir no meio de tantos afazeres, tantos ruídos externos, apelos e confusões internas. Significa seguir a vontade de Deus, coragem para sair, dar-se e ir mais além”, refere o padre Hélder Miranda Alexandre.

Acompanhando o Papa no paralelismo que faz á figura de São José, o pai de Jesus, o sacerdote reflete sobre o serviço enquanto “dom de si que faz amadurecer o caminho vocacional, não um simples e frio sacrifício”, a “ disponibilidade para servir e o cuidado em guardar”

O reitor do Seminário Episcopal  sublinha ainda a “fidelidade” que requere sempre “paciência”.

“A vocação, como a vida, só amadurece através da fidelidade de cada dia”, refere citando a mensagem referida do Papa Francisco

“O cuidado das vocações é lento e feito com muito amor e paciência, cheio de avanços e recuos, expectativas defraudadas e surpresas de Deus. Um caminho feito em silêncio, como chuva miudinha que vai fertilizando a terra, no meio de tempestades e reveses inauditos. No fundo, a obra é de Deus, não de umas opiniões fugazes da praça pública”, adianta ainda.

“É essa fidelidade que gera alegria, na atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, que deve permear os nossos seminários, institutos religiosos e residências paroquiais”, conclui.

A diocese de Angra vai assinalar a Semana com várias iniciativas, entre as quais, uma Vigília de Oração, no dia 24 de abril, pelas 21h00, na Igreja da Misericórdia, em Angra do Heroísmo. Esta Vigília será transmitida online e pretende chegar a todos os diocesanos.

A 19 de março, o Papa publicou a sua mensagem para o próximo Dia Mundial de Oração pelas Vocações, apresentando a figura de São José como modelo de paternidade e fidelidade a Deus.

“Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto mesmo que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias”, assinala Francisco.

O 58.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações celebra-se a 25 de abril, quarto domingo de Páscoa, com o tema ‘São José: o sonho da vocação’, no ano especial que o Papa lhe decidiu dedicar, por ocasião do 150.º aniversário da sua declaração como padroeiro da Igreja universal.