
“Infelizmente, este direito é frequentemente violado, por vezes de forma flagrante, por vezes de forma escondida. Recordamos os muitos jornalistas e repórteres que foram vítimas da guerra e da violência”, lamentou o líder da Igreja Católica, falando aos peregrinos reunidos no Vaticano, para a recitação da oração do ‘Regina Caeli’.
Em Portugal, o presidente da República associou-se à data com uma mensagem focada no papel da comunicação social como pilar da democracia e contrapoder institucional.
“A Liberdade é o fundamento da democracia. E a Liberdade de Imprensa é uma das suas expressões mais exigentes – porque não se limita a existir, tem a obrigação de incomodar”, indicou António José Seguro, numa nota enviada hoje aos jornalistas.
A mensagem ilustra a gravidade da situação global com o registo do assassinato de 129 profissionais do setor no último ano.
“Não é uma estatística. É uma acusação”, sustentou o chefe de Estado.
O presidente da República Portuga identificou várias ameaças contemporâneas à independência editorial, destacando a “precariedade económica”, a pressão das “autocracias” e o avanço da “desinformação”, que acabam por fragilizar o próprio sistema.
“O resultado é um ecossistema de informação cada vez mais frágil, onde a verdade disputa espaço com o espetáculo e onde o ‘circo mediático’ encontra audiências que a seriedade jornalística nem sempre consegue alcançar”, apontou.
António José Seguro apelou à mobilização de toda a sociedade para a salvaguarda da “seriedade jornalística”, apresentando esta missão como um dever cívico.
“Defender a Liberdade de Imprensa é, por isso, uma responsabilidade de todos – não apenas dos jornalistas ou das empresas de comunicação social. É uma prioridade de cidadania”, concluiu.
(Com Ecclesia e vatican Media)