Secretariado Nacional das Comunicações Sociais entregou Prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão, distinguindo Diário do Minho e reportagem sobre a Mãe Soberana, em Loulé

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e Comunicações Sociais afirmou hoje que o Papa desafia a uma comunicação “verdadeira, edificadora de comunhão e ao serviço da pessoa”.

Na apresentação do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019, em Lisboa, D. João Lavrador afirmou que o Papa “interpela” os comunicadores a “estabelecerem a relação entre a comunicação na rede e a comunidade”.

“Sublinhando o valor da pessoa que exige a relação interpessoal; mais ainda, questiona o testemunho cristão como fundamento de toda a comunicação porque se baseia em Deus Trindade, comunicação divina, que dá sentido e orienta toda a comunicação entre as pessoas”, desenvolveu o também bispo de Angra.

A mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019 tem como título ‘Das ‘Community’ às comunidades’, propondo uma reflexão sobre a atualidade e a natureza das relações que se criam na internet.

Segundo o responsável pela Comissão Episcopal que acompanha o setor dos media, esta mensagem retoma um tema abordado pelos últimos Papas, que diz respeito “às redes sociais, à comunicação em rede ou à comunicação no digital”.

“São muitos os desvios e perigos que integram a comunicação nas redes sociais – relevante é o individualismo na sociedade promovido por uma comunicação mal-entendida”, acrescentou no auditório da Rádio Renascença.

Neste contexto, observa que, igualmente, “se manifestam as potencialidades e virtualidades” que revestem a comunicação digital “desde que seja orientada pelos objetivos autenticamente humanos e potencie os laços mais profundos entre as pessoas”.

O bispo português destacou que Francisco apresenta três imagens, “a rede, a comunidade e o corpo”, com virtualidades e limites.

“O Santo Padre denuncia a má utilização das redes sociais, nomeadamente os perigos em que podem incorrer os jovens, e aponta o caminho para uma verdadeira comunicação social que forme comunidade, estabelecendo laços fortes de comunhão e de fraternidade, e sobretudo que edifique a sociedade como um corpo”, contextualizou.

No encontro dinamizado pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica em Portugal, D. João Lavrador fez votos para que a mensagem do Papa para o DMCS 2019 “se revista de orientação para a comunicação social”.

Na sessão foi entregue o Prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão à reportagem «É como se a Mãe descesse à terra», da TVI, da jornalista Catarina Canelas, a qual destacou que este foi “um trabalho de acreditar, mais do que uma grande reportagem”.

Neste contexto, referiu que esteve três semanas em Loulé, “para assimilar, ver, sentir a tal grandiosidade que envolve mais do um concelho”, e tentou explicar a “grandeza de um sentimento, de uma emoção, da generosidade”.

“Uma tradição rara e quase não vista em Portugal; Não há dor, mas um ‘viva’ à mãe de Jesus, vivas, palmas, alegrias”, e, por isso, encontrou “uma Igreja feliz” que a “surpreendeu”.

O padre Miguel Neto, em nome do bispo do Algarve, agradeceu a reportagem “fundante e fundamental” para a diocese e para Loulé, mostrando “tudo o que representa a vida cristã na diocese, na região”, que também se quer dar a conhecer pelas manifestações “de fé, património e vida cristã em abundância”.

A título honorífico, pelo seu centenário, foi distinguido o «Diário do Minho», jornal da Arquidiocese de Braga que tem 80 mil leitores na edição imprensa e 60 mil no sítio online.

Segundo o diretor de informação, este é um projeto que “prova que vale a pena continuar”, depois de um século.

Damião Pereira mostrou vontade de “olhar o futuro com esperança”, num jornal católico e do Minho, “com olhos da realidade, um jornalismo de causas com visão cristã dos acontecimentos do quotidiano”, procurando contribuir para uma “formação integral dos leitores”.

A nova diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, Isabel Figueiredo, encerrou o encontro destacando que o futuro, que “todos querem trilhar”, é um “caminho de partilha e comunhão”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II, no decreto ‘Inter Mirifica’, em 1963; assinala-se no domingo antes do Pentecostes, este ano no dia 2 de junho.

 

(Com Ecclesia)