Serviço Diocesano prepara materiais de apoio para as várias atividades previstas entre 19 de abril e 3 de maio

A Quinzena Vocacional da Diocese de Angra, integrada no âmbito da 52ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebra a 26 de abril, já está a ser preparada pelo Serviço Diocesano para a Pastoral das Vocações e Ministérios, e decorre este ano entre os dias 19 de abril e 3 de maio, sob o lema “O êxodo, experiência fundamental da vocação”.

O Diretor do Serviço Diocesano, Cónego Hélder Miranda Alexandre, que é também o Reitor do Seminário Episcopal de Angra, acaba de enviar para todas as paróquias diferentes materiais que ajudarão quer os sacerdotes quer os leigos envolvidos na pastoral a levar os jovens a discernir sobre as vocações.

De resto, na brochura preparada para o efeito e que contém todo o plano de ação para esta quinzena vocacional- orações, programas de catequese para crianças– “Quem Semeia sempre (A)Colhe”–, para adolescentes – “Perdoa-me Pai”—e para jovens – “Um olhar que ilumina”–, e o programa da Vigilia de Oração que se realiza no dia 25 de Abril, pelas 20h30, na Casa de S. Francisco do Pico da Urze, em Angra do Heroísmo,  orientada sobretudo para a Vida Consagrada- deixa dicas convidando ao “discernimento dos mais jovens”.

“ Há que responder procurando sempre servir e não ser servido! E procurar estar sempre em graça” refere o documento, porque o “que é importante não é o que fazemos, mas é o que Deus faz em connosco”, refere-se na brochura.

De olhos postos na mensagem do Papa Francisco para a 52ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações e no tema proposto para ela, o responsável diocesano pela Pastoral Vocacional sublinha que o “plano de Deus para as nossas vidas é o melhor de todos” e que os jovens devem “ Arriscar, não obstante ainda haver dúvidas” pois, “nunca haverá 100% de certeza” em nada.

Além da brochura com uma orientação esquemática para ajudar na vivência desta Quinzena Vocacional, foram igualmente elaboradas duas pagelas uma sobre a jornada de oração pelas vocações e outra com a oração pela Vida Consagrada, um tema que está particularmente presente este ano em todas as celebrações da igreja pelo facto dos católicos estarem a viver o Ano da Vida Consagrada.

Por isso, integrada nesta Quinzena Vocacional está prevista a realização de uma Vigília de Oração no dia 25 de Abril, pelas 20h30, na Casa de S. Francisco do Pico da Urze, orientada sobretudo para a Vida Consagrada.

Recorde-se que na mensagem para a 52ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, o Papa Francisco defendeu que a “vocação cristã” está ligada ao compromisso solidário em “favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres”, numa mensagem divulgada hoje pelo Vaticano.

“A vocação cristã, radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais pobres”, refere.

A mensagem tem como título ‘O êxodo, experiência fundamental da vocação’ e sublinha que “a vocação cristã só pode nascer dentro duma experiência de missão”.

“Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao serviço da construção do Reino de Deus na terra”, assinala Francisco.

O Papa desafiou os jovens a ser capazes de sair de si próprios e da “falsa estabilidade” para seguir o sacerdócio e a vida consagrada.

“Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo”, refere Francisco.

“A oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes de sair de nós mesmos”, insiste o Papa.

Francisco precisa que esta saída “não deve ser entendida como um desprezo da própria vida”, mas como uma forma de encontrar “a vida em abundância”.

“A vocação cristã é, antes de mais nada, um chamamento de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa”, observa.

Segundo o Papa, esta experiência de “êxodo” é o “paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho”.

“A vocação é sempre aquela ação de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projeta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos”, escreve.

Francisco alarga esta visão à atividade missionária e evangelizadora da Igreja, reforçando os seus apelos por uma “Igreja «em saída», não preocupada consigo mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas”, mas sim “capaz de ir, de se mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das suas feridas”.

“Este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano e social na história”, observa.

“A Igreja que evangeliza sai ao encontro do homem, anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os necessitados”, prossegue o texto.

A mensagem pede generosidade aos jovens, apesar das “incógnitas e preocupações”, para que sejam capazes de deixar-se “surpreender pelo chamamento de Deus”.